quarta-feira, julho 20, 2011

O filho :: Ou um amor infinito

Hoje deixo-vos esta parábola, que me fez vir as lágrimas aos olhos. Só tenho pena de não conhecer o autor. Porque o maior tesouro de um pai é o seu filho, e esse é um amor mais forte do que tudo e capaz de transpor  todas as barreiras...

Parábola: O Filho

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão por arte. Tinham de tudo em sua coleção, de Picasso à Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte. Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra e, muito valente, morreu na batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta. Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai do garoto: “O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes.”
O rapaz estendeu os braços para entregar a tela: “Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto.”

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu-se para pagar-lhe pela pintura. “Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente.”

O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.

O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.

Em exposição estava o retrato do filho. O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão:

“Começaremos o leilão com o retrato “O FILHO”. Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?”

Um grande silêncio…

Então um grito do fundo da sala:
“Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desta!”

O leiloeiro insistiu: “Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?…”

Mais uma vez outra voz: “Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso… Vamos às ofertas de verdade.”

Mesmo assim o leiloeiro continuou…
“Quem leva O FILHO?”

Finalmente, uma voz: “Eu dou R$10 pela pintura.” Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.

“Temos R$10! Quem dá R$20?”, gritou o leiloeiro.

As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.

Então o leiloeiro bateu o martelo: “Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!”

“Agora vamos começar com a coleção!” gritou um.

O leiloeiro soltou seu martelo e disse: “Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final”.

“Mas, e as pinturas?“ – perguntaram os interessados.

“Eu sinto muito”, disse o leiloeiro, “quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono. Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura O FILHO seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O FILHO, fica com tudo!“
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