Ontem, acordei com o Pedro a chamar-me.
-Acorda que tenho uma boa notícia!
E tinha no telemóvel trazia a notícia de que a dívida da sra. de Ílhavo, que tanto me tinha inquietado e revoltado, estava paga!
Umas almas generosas tinham se unido e pago a dívida, para que uma família pudesse respirar de alívio. Para que também estas almas pudessem começar o dia com um sorriso, uns porque lhes levantaram o peso do mundo, outros porque quando se faz o bem, pelo bem, somos elevados a um verdadeiro estado de pura felicidade.
E eu fiquei feliz! Fiquei feliz, por saber que há realmente alguém capaz de fazer o bem.
Fiquei feliz por uma família que começou o dia com uma esperança renovada.
E eu acredito tanto na esperança. Agarro-me a ela todos os dias com tanta força..
Há noite decidi ver o filme "BoyHood" este filme fez-me tanto pensar nos meus filhos e se estarei a tomar as melhores decisões enquanto mãe.
E mais uma vez a esperança se acendeu! Eu sei que não sou perfeita, mas eu sei que tudo correrá bem, porque eu estou aqui para eles.
E todos os dias me esforço mais e mais por eles.
Esta semana comecei a seguir um novo blogue o "Hands free mama".
Este blogue alerta-nos para a necessidade de realmente dar-mos prioridade á nossa família. E de concentrar-mos os nossos esforços naquilo que realmente importa.
Deixar-mos as mãos livres para um abraço!
Aconselho-vos como mãe a lerem este texto, o original está em inglês, mas podem ler aqui a tradução.
E para finalizar deixo-vos um vídeo, com o qual me tenho identificado muito.
Um beijinho a todos e um bem haja a todos os que com as suas acções nos fazem renovar a esperança.
Fiquem bem.
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domingo, novembro 02, 2014
quinta-feira, outubro 23, 2014
Casa da semana :: Mekaworld, uma casa num contentor
Uma casa que pode ser construída em apenas 7 dias e ser transportada e montada em qualquer parte do mundo.
Os materiais de acabamento podem mudar, mas o conceito é o mesmo.
São casas em contentores.
Estas são as nossas casas da semana. Não são uma graça?!
Eu pessoalmente adoro o estilo natural e instaladas assim perto de uma área vegetal, de um lago, ou mesmo, porque não na praia, estas casas ganham ainda mais encanto.
Como podem ver estas casas são completamente funcionais, não lhes falta nada.
Para saber mais clique aqui.
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domingo, janeiro 27, 2013
Um novo blog!
Olá a todos, vim cá hoje de fugida, só para vos apresentar o meu novo blog o Peso Pluma* a nova rúbrica Peso Pluma.
Este novo blog Esta rúbrica nasceu de uma resolução de Ano Novo... será uma compilação dos meus resultados com a dieta Dukan, mas também terá muitas rúbricas de saúde e bem estar.
Porque acima de tudo, para vivermos felizes, devemos estar bem com o corpo que temos.
Não esqueçam de visitar e continuem a viver em Euphoria*
Beijos
Ps. Novo post de Deco em breve!
Desculpem mas hoje alertaram-me para o facto de que já existe um blog chamado Peso Pluma, também sobre emagrecimento.
Assim por respeito á sua autora e para evitar associações erradas, decidi fechar o blog tão recentemente criado, e torná-lo numa rúbrica aqui no Euphoria*.
Actualizado a 29/01//2013
Porque acima de tudo, para vivermos felizes, devemos estar bem com o corpo que temos.
Não esqueçam de visitar e continuem a viver em Euphoria*
Beijos
Ps. Novo post de Deco em breve!
Desculpem mas hoje alertaram-me para o facto de que já existe um blog chamado Peso Pluma, também sobre emagrecimento.
Assim por respeito á sua autora e para evitar associações erradas, decidi fechar o blog tão recentemente criado, e torná-lo numa rúbrica aqui no Euphoria*.
Actualizado a 29/01//2013
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quarta-feira, julho 20, 2011
O filho :: Ou um amor infinito
Hoje deixo-vos esta parábola, que me fez vir as lágrimas aos olhos. Só tenho pena de não conhecer o autor. Porque o maior tesouro de um pai é o seu filho, e esse é um amor mais forte do que tudo e capaz de transpor todas as barreiras...Parábola: O Filho
Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão por arte. Tinham de tudo em sua coleção, de Picasso à Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte. Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra e, muito valente, morreu na batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta. Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai do garoto: “O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes.”
O rapaz estendeu os braços para entregar a tela: “Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto.”
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu-se para pagar-lhe pela pintura. “Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente.”
O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho. O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão:
“Começaremos o leilão com o retrato “O FILHO”. Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?”
Um grande silêncio…
Então um grito do fundo da sala:
“Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desta!”
O leiloeiro insistiu: “Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?…”
Mais uma vez outra voz: “Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso… Vamos às ofertas de verdade.”
Mesmo assim o leiloeiro continuou…
“Quem leva O FILHO?”
Finalmente, uma voz: “Eu dou R$10 pela pintura.” Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.
“Temos R$10! Quem dá R$20?”, gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: “Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!”
“Agora vamos começar com a coleção!” gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse: “Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final”.
“Mas, e as pinturas?“ – perguntaram os interessados.
“Eu sinto muito”, disse o leiloeiro, “quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono. Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura O FILHO seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O FILHO, fica com tudo!“
sexta-feira, abril 01, 2011
Hoje é dia...
Ia em direcção a Junglinster, quando fui obrigada a parar no cruzamento principal. A fila era interminável, estava tudo fora dos carros a correr de um lado para o outro. E eu sem perceber nadinha.
De seguida, um dos senhores que por lá têm andado a marcar a estrada, bate-me no vidro e diz-me, para sair do carro e ver se posso ajudar.
Quando, saio do carro e olho em frente, nem queria acreditar!
No meio do cruzamento, estava uma carroça, virada de pernas para o ar! E havia abóboras, couves tomates e nais uma parafrenália de vegetais, espalhados pelo chão.
A dona da carroça, corria para todos os lados, na tentativa de apanhar o burro, que se soltara da carroça, e que parecia estar a tentar "esborrachar" tudo quanto era abóbora e tomate!
A cena era completamente de doidos!
Estavam 2 faixas paradas, com as pessoas na rua, tudo a tentar salvar algum dos vegetais espalhados!
A mulher com os cabelos todos desgrenhados e com falta de um ténis, andava aos gritos a dizer que parassem de lhe roubar os vegetais, porque ela sabia quantos lá estavam.
Aparentemente, o acidente começara, com o burro a perder uma ferradura e a desiquilibrar-se.
O empregado da bomba, que fica mesmo ali ao lado, gritava que a ferradura, tinha entrado pela janela e que tinha partido, umas quantas garrafas e que agora a senhora tinha que pagar os estragos. Fora a janela, que fora partida pela ferradura!
Agora o grande problema, era onde é que andava o ténis da senhora e quantas abóboras eram afinal!
A senhora da florista, veio também juntar-se á festa e dizer que o ténis, estava afinal em cima do seu telhado. E que tinha batido contra o gerador e que agora o frigorífico das flores, não funcionava.
Ao abrir a porta da florista para falar, entra o burro loja a dentro e pôe-se a comer tudo quanto era flor. E a dar ao rabo de tal forma, que todas as jarras vieram parar ao chão!
Nisto tudo, chega a polícia, para tomar conta da ocorrência. mas logo por azar, uma das rodas do carro da polícia, "esborracha" uma das abóboras, da dona da carroça. Que se pôe logo aos gritos que aquilo era tudo um complot. Que lhe queriam roubar as abóboras e que até achava, que tinham sabotado a ferradura do burro!
A polícia, achou que a situação era extremamente grave e mandou fechar um perímetro de segurança á volta de toda a área. Vieram depois uns técnicos, aos estilo CSI, para tirar as impressões digitais a todos, inclusive ao burro!
Concluíu-se então, que o cão, da senhora da carroça, com ciúmes do burro, por este andar sempre com a dona e ele não. Tinha durante a noite, tirado os parafusos á ferradura do burro. e que tinha sido esta, afinal, a grande razão de tão grande acidente!
A polícia, mandou chamar o cão e de imediato, lhe algemaram as 4 patas, para que este não pudesse fugir!
Quanto á dona da carroça, viu-se obrigada, a fazer um seguro, para cada uma das patas do burro. e a pagar todos os estragos causados pelo acidente.
Depois da estrada limpa, e de feita a contágem de todas as abóboras e legumes. chegou-se á conclusão, que faltava uma abóbora. E que ninguém saía dali, enquanto a abóbora não aparecesse!
Mandou-se chamar um helicóptero, para do alto inspeccionar a zona. E chegou-se á conclusão, que a abóbora em falta, estava no topo do lar de idosos, mesmo em cima da antena de televisão. Onde agora funcionava como satélite, e estava á mais de uma hora a transmitir a Playboy!
Descoberta a abóbora, deixou-se a lá ficar, pois todos sabiam que em breve a abóbora apodecia. e pelo menos durante uns tempos, divertiam-se os velhotes!
Feliz dia das mentiras!
Espero que não se deixem enganar, ou pelo menos , não muito!
Bjs
terça-feira, março 22, 2011
A revolta de uma geração.
Enquanto voltava a casa,liguei o mp3 do P. Gosto de ouvir música enquanto conduzo.
É certo que os gostos do P. e os meus, em termos musicais não são bem iguais.
Mas começou a tocar esta canção, e a floresta estava linda, com o sol a bater por entre as árvores. E o meu cérebro entrou em piloto automático, para conduzir e focou-se cada vez mais na letra da música, que tocava.
Já tinha ouvido esta música várias vezes. Mas a letra nunca me tinha chamado á atenção.
Esta música, "Youth of the Nation", da banda P.O.D., é inspirada, nas mortes ocorridas por disparos, realizados por estudantes, contra os seus colegas nas escolas de Santana High School e Columbine High School.
O vídeo, tem como fundo, as fotografias dos jovens que perderam a sua vida.
E eu comecei a ouvir. E comecei a interpretar. E derrepente o meu coração encheu-se de uma tristeza tão grande!
Como é possível, que os nossos jovens, cheguem a um ponto de desespero tão grande, que cometam actos tão tresloucados?!
"(...)it happened so fast I didn't really know this kid
though I sat by him in class. Maybe this kid was reachin out for love or maybe
for a moment he forgot who he was or maybe this kid just wanted to be hugged(...)"
Acho sinceramente, que a culpa é nossa!
Acho que andamos tão cegos, com as nossas carreiras, com as nossas agendas. Com os carros que aspiramos comprar. Com o estilo de vida que tentamos alcançar.
Que acabamos por os afastar! Não me entendam mal, não estou a dizer que não amamos os nossos filhos! Mas quantos de nós se esforçam realmente, para o demonstrar?!
Chegamos a casa, cansados do nosso trabalho, da nossa rotina diária. Queremos fazer o jantar rápido, para descansar, certo?
E tempo para eles, quando vem? No fim de semana? Os filhos assemelham-se então a um hóbbie?! Desculpem dizer isto, não quero ferir susceptibilidades.
Não deveríamos estar empenhados em passar tempo de qualidade com os nossos filhos?
Quantos de nós, conhecemos realmente, os nossos filhos?
Qual a música que gosta? Quais são os seus planos para o futuro? Os seus receios? Se está bem, ou se se sente sozinho?
Eu sei que pensamos, estar a fazer o melhor! Mas acredito que podemos fazer ainda melhor!
Se a nossa vida é feita de rotinas, então vamos incluir os nossos filhos nelas! Vamos chegar a casa e abraçá-los, beijá-los. Perguntar como correu o dia!
Vamos incluí-los nos nossos planos. Mostrar-lhe que são importantes.
E se tivermos de chegar ao ridiculo,de termos de agendar tempo para os nossos filhos. Então vá, escrevam nas vossas agendas, que hoje e amanhã e por aí fora, áquela hora, é dia de estar com eles! E cumpram!
Vale a pena ouvir a música, e realmente pensar, no que podemos fazer para ajudar as novas gerações.
Se a escola se encarrega de fazer deles cidadão educados.
Cabe aos pais fazer deles melhores seres humanos.
Pensem nisto.
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Desabafos e recordações,
Rúbricas
quinta-feira, março 17, 2011
Recicla-me
Naquele dia deixou-o algures, de vez e para sempre. Como um homem que quer caminhar sem pés. Deixou-o algures. Urgia descansar em paz, como na morte, só que sem morte nem chão.Ele ficou com todos os dons. Ela com a poesia de ter sido capaz de amar. Ele foi cruzar os mares, os vales tombados como livros na neblina das manhãs. Esgotou a vida como um vaso que se partiu em que se perderam. Ela não sabia mais o que viver, como atravessar para o lado da razão.Acordou ontem à noite num quarto de cidade, desconfortável, percebia-o, adormecido do outro lado do mundo. Como se agora pudesse apaziguar a distância e um calor que se dispersou. Em nenhures, naquele quarto, dorme do seu lado um corpo de homem com que se disfarça a solidão. Sem nome, sem história.O que se descreve agora são as circunstâncias e não aquilo que move homens.Não sabe dizer como, quando, porque houve a perda.Atravessar a história de uma vida pelos vastos corredores da alma, que é um templo vazio, e continuar sem razões, sem motivos.Acordar num prédio de cidade. Haver prédios, e àrvores e neblina e noite na janela e um alguém em algures a adormecer do outro lado do mundo, e sentir-lhe factos de vida e cicatrizes e circunstâncias.Mas de manhã acorda e só tem a maré de um corpo que envelhece e não sabe ao certo que voltas o mundo deu, nem para onde irá agora...
terça-feira, junho 02, 2009
Amor de mãe

A necessidade básica emocional é a da dependência, de poder contar com o outro.
Nos primeiros meses de vida, o bebé precisa de alimento, conforto, colo, calor e afecto. Para suprir todas estas necessidades, é preciso uma mãe suficientemente boa, que o entenda com o coração e o instinto, e que esteja disposta a aprender o muito que ele também tem para lhe ensinar em termos de afecto, troca, partilha e sensibilidade.
Quando nasce, o bebé já traz uma vivência e uma história repleta de sensações, de memórias e de competências desenvolvidas no útero materno, acumuladas ao longo da sua vida fetal à medida que o seu sistema nervoso foi amadurecendo.
Hoje sabe-se que a mãe não é uma «desconhecida» para o bebé, muito pelo contrário. Nos longos meses passados no escuro, o feto conhece a voz da mãe, sente as palpitações do seu coração, o seu embalo e o seu estado de espírito.
A mãe, por outro lado, também desenvolve, ao longo da gravidez, uma relação particular, idealizada e muita íntima com o seu filho ainda por nascer.
A partir da primeira ecografia, invenção tecnológica revolucionária que possibilitou, entre outras coisas, que a mãe pudesse ver e acompanhar o desenvolvimento da criança em vários estádios da sua formação, são criadas as condições para que o laço afectivo se estreite entre mãe e filho, tornando-o ainda mais íntimo.
Por isso, quando o bebé finalmente nasce, e é colocado pela primeira vez nos seus braços, o laço afectivo já criado entre os dois prolonga-se num continuum de vida. Mas a realidade psicológica e física entre a mãe e o bebé muda necessariamente.
Desde logo, o contacto entre os dois passou agora a ser de «pele».Do imaginado passou-se ao sentido, olhado e ouvido, com tudo o que isso implica de mudanças emocionais e psicológicas para a mãe e para o filho. E, depois, o bebé passa a pedir cuidados e a depender da mãe para satisfazer necessidades básicas.
Para o bebé e a mãe, começa uma nova história e uma nova fase de vida. O bebé, que vive a sua primeira grande separação, encontra-se nesta fase totalmente dependente dos cuidados maternos.
Extremamente frágil, o bebé «tem uma infância muito mais longa do que a dos outros mamíferos», como afirmava a famosa pedopsiquiatra francesa Françoise Dolto.
Para sobreviver, precisa «do alimento, dos cuidados, do apoio e da mediação de uma criatura que o alimente e dê ao seu corpo calor e protecção». Na falta desta protecção prolongada, a criança «pode morrer ou estagnar, sem se desenvolver».
O espaço habitado e investido pela presença da mãe ou do primeiro cuidador é sentido como um espaço de segurança, e «o calor da voz que o faz sentir seguro, o contacto com as mãos que o tocam e seguram, e o ninho dos seus braços fortes» são essenciais para que se desenvolva satisfeito, apaziguado e feliz.
Dotado à nascença de um encéfalo muito desenvolvido, continua Dolto, o bebé tem «uma precocíssima função simbólica».
A mãe que cuida dele e lhe permite sobreviver atendendo às suas necessidades substanciais, é «apreendida através das suas percepções subtis olfativas, auditivas, gustativas e tácteis, tornando-se representação na sua memória de sensações revitalizantes essenciais, sentidas no seu corpo como alguém que apazigua as suas necessidades, as suas dores».
A função simbólica, que nos ajuda a compreender a dependência do bebé em relação aos pais e ao seu papel que estes detêm na sua satisfação e prazer, é «responsável pela particularidade de cada ser humano, segundo todo o tipo de modalidades impressivas que acompanham a sua sobrevivência e o seu desenvolvimento até à maturação completa do seu sistema nervoso, dos dezoito aos vinte e cinco meses», declara Françoise Dolto.
Texto de Ana Vieira de Castro
Revista Pais & Filhos
sexta-feira, maio 08, 2009
Participem!
Participem e contem a vossa experiencia. Está fantástico.
Mãe em alto mar: Rubrica
Deixo-vos o comentário que lá deixei.
"Eu faço parte das mamãs que diziam que nunca seriam mães!
Desde que me lembro, que adoro crianças, sou mesmo doida por elas. Cheguei muita vez a oferecer-me para tomar conta dos meus sobrinhos. E como a diferença de idade para a minha irmã é grande, acabei por a "criar", enquanto os meus pais trabalhavam.
Sempre foi o meu sonho, estudar, terminar o curso, talvez um doutoramento, viajar,ter uma carreira sólida, ser independente. Não ter nada nem ninguém que me prendesse.
Tive namoricos e com nenhum senti vontade de assentar, nem nunca o meu alarme biologico tocou.
Há 4 anos atrás, conheci o meu marido. Nessa altura, entrei em conflito interno, amava-o, mas não me imaginava no papel de esposa.Nunca falámos de filhos, nem fizemos planos nesse sentido.No final ganhou o amor!
Já estavamos juntos há 3 anos, quando me falhou a menstruaçaõ.No Domingo de 15 de Junho, compramos um teste na farmácia, não falámos no assunto, limitamo-nos a esperar os 2 na casa de banho pelo resultado.Ainda me lembro da alegria na sua cara quando o positivo se confirmou.Eu fiquei atónita, parva, ainda não acreditava..mas amava-otanto que um filho dele parecia-me lógico, como o proximo passo na nossa relaçao. Aos poucos interiorizei o facto de que ia ser mãe, aos poucos cresceu um amor pelo meu filho, que hoje não tem fim.
No dia 2 de julho, na primeira ecografia, chorei que me fartei. Tinha conhecido o 2º maior amor da minha vida.Deixei algumas coisas para trás..Mas o meu marido e em especial o meu filho, mostraram-me o amor incondicional. Que faz com que tudo valha a pena...
Obrigada pela oportunidade de contar aminha experiencia.
bjoka"
Mãe em alto mar: Rubrica
Deixo-vos o comentário que lá deixei.
"Eu faço parte das mamãs que diziam que nunca seriam mães!
Desde que me lembro, que adoro crianças, sou mesmo doida por elas. Cheguei muita vez a oferecer-me para tomar conta dos meus sobrinhos. E como a diferença de idade para a minha irmã é grande, acabei por a "criar", enquanto os meus pais trabalhavam.
Sempre foi o meu sonho, estudar, terminar o curso, talvez um doutoramento, viajar,ter uma carreira sólida, ser independente. Não ter nada nem ninguém que me prendesse.
Tive namoricos e com nenhum senti vontade de assentar, nem nunca o meu alarme biologico tocou.
Há 4 anos atrás, conheci o meu marido. Nessa altura, entrei em conflito interno, amava-o, mas não me imaginava no papel de esposa.Nunca falámos de filhos, nem fizemos planos nesse sentido.No final ganhou o amor!
Já estavamos juntos há 3 anos, quando me falhou a menstruaçaõ.No Domingo de 15 de Junho, compramos um teste na farmácia, não falámos no assunto, limitamo-nos a esperar os 2 na casa de banho pelo resultado.Ainda me lembro da alegria na sua cara quando o positivo se confirmou.Eu fiquei atónita, parva, ainda não acreditava..mas amava-otanto que um filho dele parecia-me lógico, como o proximo passo na nossa relaçao. Aos poucos interiorizei o facto de que ia ser mãe, aos poucos cresceu um amor pelo meu filho, que hoje não tem fim.
No dia 2 de julho, na primeira ecografia, chorei que me fartei. Tinha conhecido o 2º maior amor da minha vida.Deixei algumas coisas para trás..Mas o meu marido e em especial o meu filho, mostraram-me o amor incondicional. Que faz com que tudo valha a pena...
Obrigada pela oportunidade de contar aminha experiencia.
bjoka"
quinta-feira, abril 30, 2009
Sociedade Cívil - Parto natural ou cesariana
Hoje o Sociedade Cívil, foi fantástico e esclareceu muitas dúvidas.Vimos tudo com muita atenção e até passamos pelo blog e deixamos um comentário.
Deixo-vos um excerto e o link para que também possam comentar.
bj
Portugal é o 2º país da UE com a mais alta taxa de partos por cesariana. Itália ocupa a primeira posição com 38%, seguindo-se Portugal com 33%. As cesarianas custam, em média, o dobro de um parto normal, representando custos acrescidos para o SNS. Porque é que se recorre tanto a este método, muitas vezes sem necessidade? Será exigência das mulheres que não querem sofrer? Ou os profissionais de saúde acreditam que este é um método mais seguro do que o parto natural? E o que dizer acerca da utilização de epidural ou até do parto dentro de água? Neste SC queremos também entender o porquê de nascer em casa. Que implicações envolve desta pratica? Estão mães e bebés seguros em caso de complicações pós parto?
Convidados:
Marina Moucho, Responsável do bloco de parto do Hospital de São João
Carla Guiomar, Presidente da Assembleia-geral da Associação Doulas de Portugal
Rosário Côto, Presidente da Comissão de Especialidade em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros
Maria do Céu Santo, Médica Ginecologista
terça-feira, abril 28, 2009
Teste do pezinho
Sabiam que já é possível saber o resultado do teste do pezinho na net? Consultando o site http://www.diagnosticoprecoce.org/, 4 semanas após a picada, e introduzindo o código de barras, que vos entregaram no centro de saúde, podem então conhecer os resultados. O resultado será sempre dado em termos de "Normal" ou "Em curso". Atenção que o "Em curso", não significa que existam problemas, pode simplesmente significar, que a colheita ainda está sujeita a análise. Só serão contactados os pais, se as análises não forem normais, ou se houver necessidade de nova análise laboratorial. Neste site podem também encontrar informações, sobre as doenças que este teste rastreia.
Os papás já nem se lembravam disso. Mas fomos ver o resultado e está tudo bem :)

Aumento da Natalidade
Em 2008, em Portugal, nasceram mais 3349 bebés do que em 2007, segundo os números do Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães, no Porto, citados pelo Público.No total, a instituição fez 105 437 “testes do pezinho” em 2008, enquanto em 2007 apenas tinha realizado 102 492. Estes números representam o regresso aos valores de 2006 (105 514) e é o primeiro aumento de nascimentos desde 2000.
Os “testes do pezinho”, que se realizam apenas no Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães, constituem um indicador muito fiável das oscilações da natalidade em Portugal, uma vez que cobrem 99,6 por cento dos nascimentos.
Os especialistas ouvidos pelo Público hesitam em relacionar este aumento da natalidade com os novos incentivos anunciados pelo Governo, como o abono de família em função do número de filhos e atribuição do subsídio durante a gravidez.
A socióloga Vanessa Cunha, investigadora do Instituto de Ciências Sociais, acredita que pode, antes, antes ser consequência do baby boom dos anos 70, o que faz com as mulheres nascidas nessas altura estejam agora em idade reprodutiva. Algumas foram adiando a maternidades para idades mais tardias. Além disso, a investigadora sublinha o impacto dos nascimentos dos filhos dos imigrantes.
Fonte: Pais&Filhos
sexta-feira, abril 24, 2009
Tão simples como por gasolina
Ainda á tão pouco tempo a mamã Sofia, escreveu um post sobre um bebé sozinho num carro em frente á cresce da filha (http://acegonhacorderosa.blogspot.com/2009/04/tive-que-olhar-duas-vezes.html). Comentei dizendo que era incapaz de deixar o meu bebé sozinho.
Mas á situações que nos fazem engolir o que dizemos...ah pois é!!!
Todas nós adoramos os nossos filhos, e de certeza que nenhuma de nós os sujeitaria a situações que os pusessem em risco. Mas infelizmente, existem situações que fogem do nosso controlo. E cada vez mais ouvimos falar de situações, em que as vítimas foram bebés.
Não acredito que em algum dos casos noticiados os pais tenham agido conscientes de que algo poderia ter corrido mal. Mas infelizmente correu...
Tudo isto, para contar uma situação, simples, mas que me colocou, numa situação ambígua, e sem saber como proceder.
Como o meu carro tem estado na oficina, já há muito que não conduzia.
Ontem depois do meu marido o ter ido buscar, decidi levar o pipocas a casa dos avós. Pelo caminho necessitei de por gasolina. Simples não é??
E agora, como fazer para pagar? Levo o meu filho comigo, ou deixo-o no ovinho, dentro do carro?
O meu instinto de mãe, diz-me para o levar. Mas o meu espirito prático, diz-me para o deixar. Afinal, são só 2 minutos e estou sempre a vê-lo. Montar e desmontar o ovo, leva mais tempo, do que ir pagar sozinha.
Decidi deixá-lo e ir pagar, fechei o carro á chave..
Claro que tudo correu bem. Mas fiz o que tinha prometido a mim mesma, não fazer. Deixá-lo sozinho.
Se noutros tempos, talvez a situação nem fosse problema. Mas hoje com o carjaking, nada é seguro ou fiável.
Mais uma prova para mim, de que é super fácil falar, porque as coisas podem sempre correr mal e não só para os outros.
Ah que meditar bem nestas situações. Mãe prevenida e precavida, vale por duas...
bjoka
Mas á situações que nos fazem engolir o que dizemos...ah pois é!!!
Todas nós adoramos os nossos filhos, e de certeza que nenhuma de nós os sujeitaria a situações que os pusessem em risco. Mas infelizmente, existem situações que fogem do nosso controlo. E cada vez mais ouvimos falar de situações, em que as vítimas foram bebés.
Não acredito que em algum dos casos noticiados os pais tenham agido conscientes de que algo poderia ter corrido mal. Mas infelizmente correu...
Tudo isto, para contar uma situação, simples, mas que me colocou, numa situação ambígua, e sem saber como proceder.
Como o meu carro tem estado na oficina, já há muito que não conduzia.
Ontem depois do meu marido o ter ido buscar, decidi levar o pipocas a casa dos avós. Pelo caminho necessitei de por gasolina. Simples não é??
E agora, como fazer para pagar? Levo o meu filho comigo, ou deixo-o no ovinho, dentro do carro?
O meu instinto de mãe, diz-me para o levar. Mas o meu espirito prático, diz-me para o deixar. Afinal, são só 2 minutos e estou sempre a vê-lo. Montar e desmontar o ovo, leva mais tempo, do que ir pagar sozinha.
Decidi deixá-lo e ir pagar, fechei o carro á chave..
Claro que tudo correu bem. Mas fiz o que tinha prometido a mim mesma, não fazer. Deixá-lo sozinho.
Se noutros tempos, talvez a situação nem fosse problema. Mas hoje com o carjaking, nada é seguro ou fiável.
Mais uma prova para mim, de que é super fácil falar, porque as coisas podem sempre correr mal e não só para os outros.
Ah que meditar bem nestas situações. Mãe prevenida e precavida, vale por duas...
bjoka
domingo, abril 19, 2009
Não deixes o teu bebé a chorar
MOVIMENTO INTERNACIONAL NÃO DEIXE O SEU BEBÊ CHORANDO !Homens e Mulheres, pesquisadores e profissionais de saúde que trabalhamos em distintos campos da vida e do conhecimento, mãe e pais preocupados com o mundo em que nossos filhos e filhas vão crescer, cremos que é muito necessário nos manifestarmos.
Concordamos que é frequente que os bebês de nossa sociedade ocidental chorem, porém não é certo que "seja normal". Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor... além disso, da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo.
O choro é o único mecanismo que os lactentes tem para nos comunicar sua sensação de mal estar, seja qual for a razão do mesmo; nas suas expectativas, no seu continuum filogenético não está previsto que este choro não seja atendido, pois não tem outro meio de avisar sobre o mal estar que sentem nem podem por si mesmos tomar as medidas resolve-lo.
O corpo do recém nascido está desenhado para ter o seio materno tanto quanto necessita, para sobreviver e para sentir-se bem: alimento, calor, apego; por esta razão não tem noção da espera, já que estando no lugar que lhe corresponde, tem a seu alcance tudo que necessita; o bebê criado no corpo a corpo com a mãe desconhece a sensação de necessidade, de fome, de frio, de solidão, e não chora nunca. Como afirma a norte-americana Jean Liedloff, na sua obra The Continuum Concept, o lugar do bebê não é no berço, na cama, e nem no bebê-conforto, senão no colo materno.
Isto é o melhor durante o primeiro ano de vida; e nos dois primeiros anos de forma quase exclusiva (por isto a antiga famosa "quarentena" das recém paridas). Depois, os colos de outros corpos de familiares podem ser substitutos por alguns momentos. O próprio desenvolvimento do bebê indica o fim do período simbiótico: quando se chega a determinados graus de desenvolvimento neuro-psico- motor e o bebê começa a sentar, depois a engatinhar e por fim a andar. Ou seja, pouco a pouco vai tornando-se autônomo e a desfazer este estado simbiótico.
A verdade é óbvia, simples e evidente.O lactente toma o leite materno idôneo para seu sistema digestivo e além disso pode regular sua composição com a duração das mamadas, com a qual é criado no peito de sua mãe sem ter uma série de problemas infecciosos, alérgicos...
Quando chora e não se atende, chora com mais e mais desespero porque está sofrendo. Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebê depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade deles, assim como na confiança em seu entorno.
Os pais, ainda que sejam educados na crença de que "é normal que os bebês chorem" e que "há que deixá-los chorar para que se acostumem", e por isto estamos especialmente insensibilizados para que seu pranto não nos afecte, as vezes não somos capazes de tolera-lo. Como é natural, se estamos um pouco perto deles, sentimos seu desespero e o sentimos com nosso sofrimento. Revolvem nossas entranhas e não podemos consentir com a sua dor. Não estamos de todo deshumanizados. Por isto os métodos condutistas propõem ir pouco a pouco, para cada dia agüentar um pouquinho mais este sofrimento mútuo. Isto tem um nome comum, que é a "administração da tortura", pois é uma verdadeiro suplício que infligimos aos bebês quando fazemos isto, e também a nós mesmos, por mais que estas sejam normas de alguns pedagogos e pediatras.
Vários pesquisadores americanos e canadenses (biólogos, neurologistas, psiquiatras, etc.), na década de 90, realizaram diferentes investigações de grande importância em relação a etapa primal da vida humana; demonstraram que o contato pele a pele, do bebê com sua mãe e demais familiares mais chegados, produz moduladores químicos necessários para a formação de neurônios e do sistema imunológico; em fim, que a carência de afeto corporal transtorna o desenvolvimento normal das criaturas humanas. Por isto os bebês, quando os deixamos dormir sozinhos em seus berços, choram reclamando o que por sua natureza lhes pertence.
No Ocidente se criou nos últimos 50 anos uma cultura e uns hábitos, impulsionados pelas multinacionais, que elimina este corpo a corpo da mãe com a criança e deshumaniza o cuidado: ao substituir a pele pelo plástico e o leite materno por um leite artificial, se separa mais e mais a criatura de sua mãe. Inclusive se fabrica modelos de "walkyes talkys" (babás eletrônicas) especiais para escutar o bebê de habitações distantes das dos pais. O desenvolvimento industrial e tecnológico não se coloca a serviço das nossas crias, chegando a robotização das funções maternas a extremos inimagináveis.
Simultaneamente a esta "puericultura moderna", se medicaliza cada vez mais a maternidade; o que tenderia a ser uma etapa prazerosa de nossa vida sexual, se converte em uma penosa enfermidade. Entregues aos protocolos médicos, as mulheres adormecem a sensibilidade e o contato com seus corpos, e se perde uma parte de sua sexualidade: o prazer da gestação, do parto e da extero-gestaçã o – o colo e a amamentação. Paralelamente as mulheres decidiram pelo mundo do trabalho e profissional masculino, feito pelos homens e para os homens, e que portanto exclui a maternidade; por isto a maternidade na sociedade industrializada ficou encerrada no âmbito do doméstico e do privado. Contudo, durante milênios a mulher realizou suas tarefas e suas atividades com seus filhos pendurados a seus corpos, como todavia ocorre nas sociedades ainda não ocidentalizadas. A imagem da mulher com seus filhos deve voltar aos cenários públicos, aos locais de trabalho sob pena de comprometer o futuro do desenvolvimento humano.
A curto prazo parece que o modelo de criação robotizado não é daninho, que não é nada demais, que as crianças sobreviverão; porém pesquisadores como Dr. Michel Odent (1999 - .primal-health.org ), apoiando-se em diversos estudos epidemiológicos, tem demonstrado a relação direta entre diferentes aspectos desta robotização e doenças na idade adulta. Por outro lado, a violência crescente em todos os âmbitos tanto públicos como privados, como tem demonstrado a psicóloga suiço-alemã Alice Miller (1980) e do neurofisiólogo americano James W. Prescott (1975), por citar somente dois nomes, também procede do mal trato e da falta de prazer corporal na primeira etapa da vida humana. Também há estudos que demonstram a correlação entre a dependência às drogas e os transtornos mentais, com agressões e abandonos sofridos na etapa primal. Por isto os bebês choram quando sente falta do que lhes tiraram; eles sabem o que necessitam, o que lhes corresponderia neste momento de suas vidas.
Deveríamos sentir um profundo respeito e reconhecimento ao choro dos bebês, e pensar humildemente que não choram porque sim, ou muito menos, porque são "manhosos"... Elas e eles nos ensinam o que estamos fazendo de incorreto.
Também deveríamos reconhecer o que sentimos em nossas entranhas quando um bebê chora; porque podem confundir a mente, porém é mais difícil confundir a percepção visceral – nossos instintos. O local do bebê é o nosso colo: nesta questão, o bebê e nossos instintos estão de acordo, e ambos tem suas razões.
Não é certo que dormir com os nossos filhos ("co-lecho") seja um fator de risco para o fenômeno conhecido como Síndrome da Morte Súbita. Segundo The Foundation for the Study of Infant Deaths, a maioria dos falecimentos por "morte súbita" se produz quando os lactentes estão no seu berço. Estatisticamente, portanto, é mais seguro para o bebê dormir na cama com seus pais que dormirem sozinhos (Angel Alvarez – .primal.es).
Por tudo que expomos, queremos expressar nossa grande preocupação com a difusão do método proposto pelo neurólogo E. Estivill em seu livro Duérmete Niño ou na edição em português: NANA NENÊ (baseado por sua vez no método Ferber divulgado nos EUA), para fomentar e exercitar a tolerância dos pais ao choro de seus bebês; se trata de um condutismo especialmente radical e evidentemente nocivo, tendo em conta que o bebê está ainda em uma etapa de formação. Não é um método para tratar os transtornos do sono, como se apresenta, senão para submeter a vida humana em sua mais tenra idade. As gravíssimas conseqüências deste método, tem começado a aparecer.
Necessitamos de uma cultura e uma ciência para uma educação de nossos filhos que seja compatível com a natureza humana, porque não somos robôs, senão mamíferos que sentimos e sofremos quando nos falta o contato físico com aqueles que amamos. Para contribuir com este movimento, para que teu filho ou tua filha deixe de sofrer já, e se sentes mal quando escutas chorar o seu bebê, atenda-o, pegue-o em seus braços para entender o que ele está solicitando; possivelmente seja só isto o que ele queira e necessita, o contacto com o seu corpo. Não o negues.
Quando um recém nascido aprende em um berçario que é inútil gritar... Está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono.
Michel Odent
http://aquihabebe.blogspot.com/2007/11/movimento-internacional-no-deixe-o-seu.html
quinta-feira, março 26, 2009
Contos para adormecer.
Quando, a minha maninha, tinha 4 aninhos, deixou o quarto dos pais e passou a partilhar o quarto comigo.Mas tinha tanto medo de dormir sozinha e no escuro, que para adormecer, eu estendia a minha mão para a caminha dela, dava-lhe a mão e contava-lhe histórias.
Todas as noites era uma diferente e sempre inventadas por mim, porque não queria as que já conhecia.
Foi assim que começou o meu gosto pela escrita. Continuei sempre a escrever, mas já há muito tempo, que não escrevia um conto infantil.
Mas ontem á noite dei por mim a inventar uma historia para o Tomás.
Vou deixa-la aqui, para que um dia mais tarde, o meu filho a possa ler e recordar.
Maninha, se leres isto, espero que também gostes desta e que te recordes dos tempos em que a mana te embalava :)
A ostra e a pérola
Num banco de ostras, num pequeno estuário, vivia uma ostra, de concha muito brilhante.
Esta ostra, vivia triste e só. Ao seu redor, viviam outras ostras, no entanto, a ostra não se dava com as suas vizinhas. Pois todas elas possuíam dentro das suas conchas, o tesouro mais precioso de uma ostra, a pérola.
A ostra era posta de parte pelas suas vizinhas, pois apesar de muito tentar, não conseguia gerar uma pérola dentro da sua concha. E paras as ostras essa é a missão fundamental das suas vidas. Sentia-se incompleta, e inútil.
O tempo foi passando, e a ostra foi vendo todas as outras ostras, produzirem pérolas. Via também que de tempos em tempos, vinha o pescador, colher as pérolas produzidas, sem que as ostras se preocupassem. Pois passados uns meses, essas ostras tinham novamente pérolas nas suas conchas.
A tristeza foi inundando a vida da ostra e cada vez mais se afastou das outras ostras. Já não suportava os olhares das ostras com pérolas.
Num inverno, frio e ventoso, o mar agitou-se. E fez entrar vagas de ondas fortíssimas, dentro do pequeno estuário. As ostras agitaram-se, o fundo do estuário revolveu-se. Os grãos de areia que forravam o fundo do estuário, soltaram-se e movimentavam-se ao ritmo das ondas.
As ostras fecharam as suas conchas para se protegerem da areia. Mas para a ostra brilhante, já era tarde. Um pequeno grão de areia, entrou dentro da sua concha.
A tempestade passou e o pequeno estuário acalmou. Todas as ostras voltaram a abrir as suas conchas, excepto a ostra brilhante. Pois sentia dentro de si, um grãozinho, que lhe provocava uma espécie de cócegas. Gostava da sensação, e teve medo que ao abrir a concha, o grão se soltasse.
Durante bastante tempo, a ostra manteve a sua concha fechada, e no seu interior, brincava com o grãozinho. Acariciava-o e alisava-lhe as faces, enfeitando-o com o material com que construía sua concha.
Sentia que o grãozinho de areia, ia ficando maior e mais redondinho. A ostra habituou-se a ter o grãozinho consigo, e dedicava-lhe todo o amor e carinho que tinha para dar. Sentia-se feliz e já nem pensava, nas outras ostras e nas suas pérolas.
Chegou o tempo da colheita das pérolas, e como de costume, o pescador, veio inspeccionar as ostras. Remexeu em todas e apanhou as pérolas das outras ostras. Quando foi ver a ostra brilhante, tocou-lhe na sua concha, para que esta se abrisse e ele pudesse ver o seu interior.
A ostra abriu a sua concha despreocupada, pois sabia que não tinha pérola para mostrar. Mas já não estava triste, pois tinha o seu grão a fazer-lhe companhia.
Mas dentro da sua concha e com todo o cuidado que a ostra lhe dispensou, o pequeno grão de areia, estava agora transformado, numa pequena perolazinha brilhante.
A ostra nem podia acreditar. Estava pasmada, com a situação. Nunca lhe tinha passado pela cabeça, que era assim que as pérolas se formavam. Não podia estar mais orgulhosa.
O pescador ao ver aquela pérola, achou-a ainda muito pequena para ser colhida e por isso resolveu, deixa-la na ostra, para que ela se desenvolve-se.
E assim se passaram, mais uns meses. A ostra, vivia feliz com a sua perolazinha. Abrindo constantemente a sua concha, para orgulhosamente mostrar o seu tesouro mais precioso.
A pérola com os cuidados da sua ostra, foi crescendo cada vez mais redondinha, brilhante e bonita. Era sem dúvida a pérola mais bonita, do banco de ostras. A ostra não podia ser mais feliz.
Quando chegou de novo a época da colheita, a ostra abriu orgulhosamente a sua concha. Convencida que o pescador ao ver a perolazinha a acharia pequenina e a deixaria ficar, para que crescesse ainda mais.
Mas o pescador ao ver a pérola, achou-a tão perfeita, que a colheu e levou-a consigo.
O coraçãozinho da ostra partiu-se. Sem a sua pérola, sentia-se infeliz. E voltou a fechar a sua conchinha e a isolar-se das outras ostras. Pois achava, que sem a sua pérola, já não teria valor.
O pescador, levou a pérola a um ourives, para a vender. Pois estava convencido que era tão perfeita, que lhe ia render, um bom valor.
O ourives, assim que viu a pérola, achou-a perfeita, para o pendente que estava a fazer para a princesa.
No dia do aniversário, da princesinha, os seus pais, os reis, ofereceram-lhe um fio, de onde pendia a perolazinha. Era a prenda perfeita.
A princesa cresceu, sem nunca ter tirado o fio. Quando chegou á idade de casar, embarcou num navio, para navegar até ao reino onde vivia o príncipe com quem iria casar.
A princesa, era afoita e gostava de se debruçar no navio para ver o mar. Numa dessas vezes, o seu fio, ficou preso, numa farpa do casco do navio, e partiu-se, caindo ao mar.
De nada valeu, á princesa, ficar a olhar, pois de imediato, as ondas o levaram.
A pequena pérola soltou-se do fio e continuou a ser arrastada pelas ondas. Até que um dia, chegou, de novo ao estuário onde nascera. Perguntou a todas as ostras que encontrou, pela sua mãe ostra. Mas poucas sabiam de quem a pérola falava.
Continuou, a procurar a sua ostra, até que a encontrou, bem fechadinha, coberta pelos limos.
Chamou, pelo seu nome e afastou-lhe os limos.
A ostra ao ouvir a sua pequenina, agitou-se na sua conchinha e devagarinho, com medo de estar a sonhar, foi abrindo a sua concha, para confirmar que era a sua pérola quem a chamava.
Ao ver de novo o seu tesouro, a ostra brilhou novamente de alegria.
A pérola fez-se rebolar, para o aconchego da concha da sua mãe.
Estavam de novo reunidas, ostra e pérola. Novamente, voltou a ostra a acariciar a pérola, o seu pequeno tesouro.
A pérola contou á ostra, as suas aventuras desde que foi levada pelo pescador.
A ostra contou á pérola, as saudades que tinha de a ter consigo.
Assim, de novo, reunidas, ostra e pérola, eram felizes. E perceberam, o quanto eram importantes uma para a outra.
A ostra percebeu finalmente, que a sua missão, era criar a sua pérola, mas também ensiná-la a ser livre. Para que quando chegasse a altura, a pequena pérola pudesse viver as suas aventuras.
A pérola, cresceu ainda mais linda e confiante. Pois sabia, que por mais aventuras que vivesse, podia sempre regressar á conchinha da sua mãe. Onde poderia sempre descansar, das suas aventuras e receber todos os seus cuidados.
Ostra e pérola, eram finalmente felizes, pois ambas perceberam, o quanto eram amadas.
Fim
Para o meu filho T., a minha pérola pequenina.
26/03/09
domingo, março 08, 2009
Dia Internacional da Mulher
PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇONeste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
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